MEMÓRIA DE UM TEMPO CLARO

Memória de Um Tempo Claro

Apoiado em factos e personagens verídicas, mas escrito na primeira pessoa e sob a forma de romance, a que não falta algum cunho autobiográfico, Memória de um Tempo Claro relata as vivências e dá conta das reflexões de um grupo de militares portugueses que participaram nas ações de combate à guerrilha, logo no início do conflito angolano.

Para o autor, a participação dos soldados portugueses nas campanhas militares de África, a partir de 1961, não foi a tragédia nacional de que certos sectores da sociedade portuguesa insistem em fazer-se eco. Bem ao contrário, para as várias gerações de portugueses que estiveram envolvidos nessas campanhas, certos de que respondiam a um imperativo nacional, a sua passagem por África, nomeadamente por Angola, foi um tempo de abertura ao conhecimento de novos mundos e de novas gentes, e a participação em enriquecedoras experiências de vida e de solidariedade, que de outro modo não teriam acontecido...

Uma experiência que, meio século depois dos acontecimentos que dão forma, vida e razão de ser ao livro, merece ser dada a conhecer às gerações de jovens portugueses que não viveram desses tempos difíceis, e que deles só conhecem os relatos politicamente marcados que por aí circulam (Nova Arrancada, 2000).

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Entre o Sono e o Sonho

ENTRE O SONO E O SONHO

A Antologia de Poesia Contemporânea que a Chiado Editora publica desde há alguns anos e com relativa regularidade, reúne poemas de diversos autores portugueses escolhidos pelo apurado critério do editor Gonçalo Nuno Martins. Para o volume II da edição de 2013 Gonçalo Martins escolheu o poema A Carta, de Joaquim de Matos Pinheiro, um breve e lúcido exercício do autor sobre a angústia, a perplexidade, a dúvida e a Morte (Chiado Editora, 2013).

CINZAS DE ABRIL

CINZAS DE ABRIL

Um discreto banqueiro portuense, apanhado no torvelinho da revolução dos cravos, acaba por se envolver nos movimentos contra-revolucionários que então se sucederam e, votados estes ao fracasso, vê-se forçado a sair do país. Exilado em Espanha, primeiro, e no Brasil, a seguir, o protagonista deste meu recente romance evoca na primeira pessoa o complexo percurso da sua vida, ao longo das décadas seguintes, descrevendo os mais inesperados em que o amor, a política, o estigma racial, a segregação social e a desagregação familiar se misturam e estão na base de uma empolgante trama romanesca, que vale a pena conhecer. “Cinzas de Abril”, cuja capa está aqui reproduzida, estará em breve à disposição dos leitores.