ENTRE O SONO E O SONHO

Entre o Sono e o Sonho

A Antologia de Poesia Contemporânea que a Chiado Editora publica desde há alguns anos e com relativa regularidade, reúne poemas de diversos autores portugueses escolhidos pelo apurado critério do editor Gonçalo Nuno Martins.

Para o volume II da edição de 2013 Gonçalo Martins escolheu o poema A Carta, de Joaquim de Matos Pinheiro, um breve e lúcido exercício do autor sobre a angústia, a perplexidade, a dúvida e a Morte (Chiado Editora, 2013).

Você pode gostar também..

Um Portugues na Venezuela

MANUEL DE OLIVEIRA ​UM PORTUGUÊS NA VENEZUELA

Manuel de Oliveira é um português de Vilar do Andorinho, no concelho de Vila do Conde, que emigrou novo para a Venezuela é aí fez fortuna na área da construção civil, depois de ter experimentado, ao longo de anos muito difíceis, inúmeras outras profissões. O sucesso económico de Oliveira – que mais tarde estendeu a sua atividade das duas empresas a Portugal, sempre com o mesmo sucesso – andou de mãos dadas com alguns infortúnios, entre os quais ocupa lugar de destaque a morte de um filho, seu braço direito nos seus negócios. E andou a par, também, com a atividade social e cultural desenvolvida junto das associações portuguesas na Venezuela, em cujos quadros dirigentes tem ocupado, anos a fio, destacadas posições de liderança. Na sala de estar da sua casa de Vilar do Andorinho, que acolhe os seus anos de velhice e descanso, ocupa lugar de destaque um grande retrato seu, feito em Caracas, envergando casaca e ostentando, sobre o peito, as insígnias da comenda com que o Presidente da República Portuguesa, António Ramalho Eanes, reconhecendo-lhe os méritos pessoais, profissionais e de solidariedade que o ornam. Neste livro, Joaquim de Matos Pinheiro traça, em tons fortes, socorrendo-se, muitas vezes, das próprias palavras do biografado, um retrato muito fiel dessa vida longa e exemplar (S.E.E.C.P., 1983).

CINZAS DE ABRIL

CINZAS DE ABRIL

Um discreto banqueiro portuense, apanhado no torvelinho da revolução dos cravos, acaba por se envolver nos movimentos contra-revolucionários que então se sucederam e, votados estes ao fracasso, vê-se forçado a sair do país. Exilado em Espanha, primeiro, e no Brasil, a seguir, o protagonista deste meu recente romance evoca na primeira pessoa o complexo percurso da sua vida, ao longo das décadas seguintes, descrevendo os mais inesperados em que o amor, a política, o estigma racial, a segregação social e a desagregação familiar se misturam e estão na base de uma empolgante trama romanesca, que vale a pena conhecer. “Cinzas de Abril”, cuja capa está aqui reproduzida, estará em breve à disposição dos leitores.

O Elo e a Corrente

O ELO E A CORRENTE

Três décadas depois de África – Poemas, editado em Angola em 1972 pela Editorial Culturang, Joaquim de Matos Pinheiro deu à estampa uma nova coletânea de poesia. Este novo livro – O Elo e a Corrente – é uma recolha de breves textos poéticos, escritos num registo intimista, quase familiar, que se desenvolve em torno de pessoas e de acontecimentos concretos, que marcaram de maneira impressiva os anos mais recentes da vida do autor. Agora, recolhidos em livro e ao serem partilhados com o leitor, é um facto que os poemas de O Elo e a Corrente alcançam horizontes mais abertos e ganham com isso mais vigor e mais vida (Livralto, 2002)